a festa acabou
acabou a festa
não há José
nem ninguém
que indique um norte
a luz apagou
apagou a luz
e José, no escuro
rumando à luz
indicada ao longe
não viu que na festa
o fim consagrou-se
o povo sumiu
sumiu o povo
e José já aflito
não viu que no breu
foi-se o povo
e a festa
a noite esfriou
esfriou a noite
e José sem luz
sem povo
sem festa
cochilou nos versos
de um poema encantado
acabou a festa
não há José
nem ninguém
que indique um norte
a luz apagou
apagou a luz
e José, no escuro
rumando à luz
indicada ao longe
não viu que na festa
o fim consagrou-se
o povo sumiu
sumiu o povo
e José já aflito
não viu que no breu
foi-se o povo
e a festa
a noite esfriou
esfriou a noite
e José sem luz
sem povo
sem festa
cochilou nos versos
de um poema encantado

9 olhares humanos:
E agora, José?
Texto triste, mas bonito mesmo assim. Me fez pensar.
Boa intertextualidade com o poema do Mestre Drummond. E apesar de aparentar ser uma variação sobre o mesmo tema, não é, tem uma força própria. Gostei muito.
CHINFRAS e TALS
Nossa... É tão difícil encotnrar um blog com poesias... gosto de poesias... De ler. De escrever, só um pouco... mas aprecio de qualquer forma. Mesclar tristeza e toques de "falsa alegria" não é para qualquer um.
Maravilhoso!
Tá escrevendo sobre mim,Cabelera?
Belo texto =D
Putz!
Textualizar um momento final de festas e assim abrir o leque de pensamentos e coisas que podem ser usadas é bom.
Parabéns, tens futuro.
Pica das galáxias! Ao mesmo tempo que faz lembrar outro poema, possui um valor prórpio, mesmo que isso seja óbvio... rsrs Mas esse é único. Fica com Deus! Bjunda!
Bonito poema. Essência melodramática do fim de festa, poderia ser o fim de uma vida, quem sabe o fim de mais um cidadão José que acaba escrevendo em poemas vãos suas angústias e medos do fim...
abraços
Nossa... Meio triste... Mas adorei! Mto boa essa poesia! ;)
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