domingo, 20 de dezembro de 2009

ventania

quem bate a porta
alheia aos ventos e folhas
são ventos quietantes
e folhas grileiras

quem recorre ao encantamento
de tratos e tratados
de tantos em tantos
tesouros de folhas

se voam, ecoam
em ninhos de acaso
em ninhos, caminhos

quem bate a porta
reclusa aos ventos de encanto
quem ousa atirar-me ao viver
de momentos dispersos

em sono angustiante
em sonhos pesados
se bates a porta
dê brechas a brisa
que entoa o meu ser

2 olhares humanos:

Octavio Peral disse...

eu tenho o prazer enorme de muitas vezes ver as raizes da ideia nascer em seus olhos! ver seu incomodo em passa-las da melhor maneira pro papel...
ver (durante as aulas de bioquimica) um cabelera poeta.
Seu lirismo n conhece medidas e nunca as apresente a ele.
Belo poema.

Lou Witt disse...

Maravilhosooooo