segunda-feira, 26 de abril de 2010

fracasso

a sede acumulada é seca
como por um revés de conceitos próprios
ardente, enegrecida
ardem peito, os olhos
ardem miragens desfocadas

a seca toma-me em seus braços
como a ninar-me recém mundano
os lábios enxutos
as pernas cambaleantes
os olhos
dos olhos correm rios
rios de sangue
rios que em mim
trarão o descanso eternizado