sexta-feira, 23 de outubro de 2009

a flor

a flor era branda
nascente ao meio dos dias tristes
era um flor cotidiana
de pétalas soberbas no encantamento
tal qual um olhar de donzela

passavam vidas e despedidas sobre a flor
que encolhida não viria às vistas cegas
tão somente em primaveras
quando as floras tavam tom
ao brilho exímio de uma tarde coral
é que a flor sorria alegre
pena os pés acelerados
de manhãs comerciais
não se renderem à lúcida flor
soterradas por angústias
que de fatos massacrantes
recusavam o andar ditoso

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

máscara

desatem seus laços
derrubem primores
destruam suas máscaras
suas máscaras
tão rotas
tão velhas
tão sujas
destruam suas vidas
por baixo do pano
destruam seus marcos
morais por engano
seja humano como tal
e se a máscara insistir
faça dela uma verdade

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

desamor

e se o amor existisse
sensível
sofrível
se existisse
o que seria das tardes ausentes de ti
geladas
amargas
o que seria das tardes
e se não pregasse a vista pensando em ti
se esquecesse do tempo
das luz das trevas
e se inventasse de te amar

ah! se o amor existisse

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

tolice

ah! moça eu bem que disse
que amor é causo tolo
te avisei o não render
de tardes cegas em paixão

prefiro engatos na viola
papos esmos ao acaso
prefiro noites sonolentas
que o clarão sentimental

ah! moça eu bem que disse
mas me arrastaste à utopia
de sofrer pela ilusão
complexa e amorosa
que é viver em simbiose
a tu'alma limpa, meu amor